quarta-feira, 3 de junho de 2015

Demissão dos Técnicos


7x1 foi pouco?



O futebol Brasileiro sempre foi uma referência em qualidade, mas depois da goleada sofrida por 7x1 na Copa do Mundo de 2014, ficou em evidência o quão ultrapassado ele está. Um dos exemplos mais significativos são as demissões de técnicos, muitas das vezes aqueles consagrados no cenário nacional. A essa altura do Brasileirão quatro times já estão sem os chamados “professores”. Ricardo Drubscky não durou mais que 8 partidas no comando do Fluminense, que após a goleada sofrida pelo Atlético Mineiro por 4x1 foi demitido. Outro que está sem emprego é Felipão, que foi aclamado em sua volta ao Grêmio. Depois do fracasso na Copa do Mundo, o técnico era tido como um trunfo pelos dirigentes gremistas, pelo seu passado vitorioso no tricolor gaúcho, em contrapartida, não obteve sucesso nesta sua nova passagem, sendo demitido após a derrota para o Coritiba pela segunda rodada do campeonato nacional. E outro caso recente é o de Vanderlei Luxemburgo, que após salvar o Flamengo do rebaixamento em 2014, levar o time à semifinal da Copa do Brasil do mesmo ano, não teve o mesmo sucesso no Carioca de 2015 e não começou bem a competição nacional acumulando duas derrotas e um empate não suportou a pressão e foi demitido. E por falar em Luxemburgo, o técnico assume agora o comando do Cruzeiro, que demitiu quem os levou ao bicampeonato do Brasileirão em 2013 e 2014. Marcelo Oliveira foi demitido após o clube ter sido eliminado da Copa Libertadores no Mineirão e perder a primeira partida do brasileiro com seus titulares. A torcida celeste se revoltou com o técnico, resultando em uma demissão do mesmo. Não querendo defender os técnicos, até por que temos muitos ultrapassados que precisam de uma reciclagem, mas apostar em técnicos estrangeiros como Gareca no Palmeiras e Aguirre no Inter é burrice, uma vez que temos tantos exemplos do surgimento de novos como Léo Condé, que conduziu a Caldense ao vice campeonato mineiro, desbancando os grandes de Minas e terminou a fase de classificação invicta, líder e com a defesa menos vazada. Temos também Marcelo Fernandes do Santos, que de interino teve uma oportunidade, foi efetivado e se consagrou campeão Paulista. Até mesmo os mais consagrados que após a passagem em clubes estrangeiros mudaram a sua filosofia de trabalho. Mas segue aquele “falso” pensamento de que tudo que vem de fora é mais inovador, deixando de dar oportunidade a promessas brasileiras. Isso mostra cada vez mais que a nossa paixão nacional está em mãos de gente totalmente despreparada! O Brasil é tido como o país do futebol, mas os próprios brasileiros preferem dar valor ao que vem de fora.

Crônica por Matheus de Oliveira e Bárbara Bernardes

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